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Morte – Renascimento

Morte – Renascimento

Ao observarmos a natureza vemos claramente à morte como nutrição da vida. Então, porque passamos a considerar a morte algo assustador? Em que momento perdemos a conexão com o mistério da vida e deixamos de compreender a verdadeira essência da morte? Diferentes heróis e heroínas só ouvem o chamado e iniciam sua jornada depois da morte do pai, da mãe ou de outro ente querido. Em nossas jornadas biográficas não é diferente. Muitos de nós precisamos fazer essa travessia do luto materno ou paterno para ouvirmos o chamado. Precisamos dessa dor que dilacera que decompõe e dissolve todas as formas que acreditamos ter até ficar somente o que é invisível. Desse lugar onde parece não haver mais nada é que vamos renascer. Mas, para isso é preciso agradecer aquele que se foi, a tudo feito, não feito do jeito que foi feito. É preciso deixar o lugar de abandonado para encontrar o lugar de abençoado, de perdedor, para vencedor, de coitado para humano. É preciso deixar o apego para florescer do lado da dor e assim como a flor presentear planeta com pureza e beleza.